PL 1949/2021 – Não será mais devido o adicional de periculosidade por exposição a combustível

[column width=”1/1″ last=”true” title=”” title_type=”single” animation=”none” implicit=”true”]

RODRIGO DOS SANTOS BRAGA DE MORAES

O relator deputado Celso Maldaner (MDB-SC) informa a existência do segundo tanque de combustível, com capacidade superior a 200 litros, tem levado o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a reconhecer a atividade desenvolvida pelo motorista como perigosa.

No dia 26/09/2023 foi aprovado o projeto de lei que informa não mais ser devido o pagamento de adicional de periculosidade a motoristas o transporte de combustível para uso próprio.

Nota-se que a proposta altera substancialmente o disposto no artigo 193 da CLT, onde atualmente são consideradas como atividades ou operações perigosas aquelas que impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica em geral, entre outros fatos.

Pela Norma Regulamentadora 16 (NR-16) do Ministério do Trabalho e Emprego é disposto que as atividades e operações perigosas exclui o enquadramento de periculosidade os transportes em pequenas quantidades, até o limite de 200 litros para os inflamáveis líquidos e 135 kg para os inflamáveis gasosos liquefeitos. No entanto, em 2019 foi retirada essa norma que excluía o transporte de pouca quantidade de combustível. Mesmo assim, parte do entendimento jurisprudencial ainda conclui que volumes superiores a 200 litros são ensejadores de periculosidade.

Assim sendo, o projeto impede o adicional de periculosidade para motorista de caminhão por transporte de tanque suplementar de combustível, onde segundo o relator, o combustível para uso próprio não pode ser considerada para caracterizar a atividade como perigosa.

Para o relator, não se pode confundir o tanque de consumo do próprio veículo com os tanques de armazenamento e transporte de inflamáveis, sendo indevido o pagamento do referido adicional neste sentido.

Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/09/26/aprovado-fim-de-adicional-de-periculosidade-por-exposicao-a-combustivel

[/column]

ÚLTIMOS ARTIGOS

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: QUANDO UMA INTERPRETAÇÃO JURÍDICA PODE AFASTAR A RESPONSABILIZAÇÃO?

Por: Ana Luiza Figueira Porto STF estabelece critérios para proteger agentes públicos que adotam interpretações jurídicas respaldadas pela jurisprudência. Um agente público pode ser condenado por improbidade administrativa porque tomou uma decisão com base em uma interpretação da lei que, posteriormente, foi considerada equivocada? Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal

Ler mais »